Núcleo Luis Ferron leva suas “Badernas”
ao Kasulo Espaço de Cultura e Arte
Do tambor Batá ao sampler eletrônico, Baderna caminha na direção de uma criação artística onde a experiência cinética e afetiva é pautada pela resultante do encontro entre tocadores, dançarinos e convivas num espaço de relações
Depois de movimentar-se e movimentar a cidade, e se espalhar por outros lugares Brasil afora, o Núcleo Luis Ferron invoca os orixás femininos, os tocadores, dançarinos e DJs para compartilhar com o público, de 24 a 27/11, no Kasulo Espaço de Cultura e Arte, a poética dos tambores e as provocações imagéticas.presentes na
O eixo central da investigação de Luis Ferron se concentra na reflexão sobre as relações entre centro e periferia e como se rompem as fronteiras étnicas e sociais entre estes dois pólos. Interessa-se, sobretudo, por miscigenar, contaminar e deixar-se contagiar pelo meio onde se insere. Por isso, ao batizar sua plataforma mutante de Baderna, faz, a um só tempo, menção e homenagem à figura que deu origem à palavra como a utilizamos hoje: Maria Baderna (“A bailarina de dois mundos”, como se refere a ela Silvério Corvisieri no subtítulo de seu livro), primeira bailarina do Scalla de Milão, que, ao desembarcar no Rio de Janeiro no século XIX, não passou incólume às rodas de dança e batuques dos negros escravos e incorporou movimentos do baixo ventre do lundu aos passos do seu balé clássico, desafiando a sociedade conservadora do Brasil de D. Pedro II.
Dentro do conceito de antropofagia proposto pelo próprio nome do projeto, a “Baderna”, neste momento, já se encontra contaminada e modificada pela fusão as outras reverberações: “Baderna Zona Sul”, que teve o Ninho Sansacroma, no Capão Redondo, extremo sul da capital, como sede de sua residência e agregou artistas locais com o desejo de gerar criações inéditas a partir de aspectos culturais ímpares e pertinentes à região; “Baderna 23”, que utilizou o Centro Cultural São Paulo como pólo agregador de artistas afinados com a mesma temática, e “Baderna Celebration”, a última etapa que vem pesquisando as sonoridades e corporeidades que passaram pelo processo todo. “Como um grande rizoma, com a complexidade de uma interferindo na outra, as Badernas se contaminaram em celebração para chamar os convivas a participarem desta festa-performance, que culmina com a finalização do projeto “Baderna – Reverberações Antropofágicas”, contemplado pelo 13º Fomento à Dança”, resume Ferron.
Além dele, encenam as “Badernas” Dani Dini, Manoel Trindade, Maurici Brasil, Rafael Edgard, Téo Ponciano e Zinho Trindade. Ferron assina também o projeto de luz, junto com Ju Pedreira, e a instalação cenográfica. Responde pela produção Solange Borelli, da Radar Cultural – Gestão e Projetos.
“Baderna” recebeu o APCA 2012 e as indicações do Caderno II do jornal O Estado de São Paulo e do prêmio Governador do Estado, como melhor espetáculo em Dança.
O Projeto “Baderna – Reverberações Antropofágicas” foi contemplado pelo 13° Edital de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.
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Serviço: Núcleo Luis Ferron, com “Baderna – Reverberações Antropofágicas”, de 24 a 27/11 (domingo a quarta, 20h30). Kasulo – Espaço de Arte e Cultura (Rua Souza Lima 300B, Barra Funda, Metrô Marechal Deodoro – Linha Vermelha – Informações: 11 3666 7238). Capacidade: 30 lugares. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Duração. 90 min. Indicação etária: acima de 16 anos. Entrada: R$ 10,00 e R$ 5,00). Informações e reservas: nucleoferron@
Informações adicionais:
Elaine Calux – elaine.calux@gmail.com – nucleoferron@radarcultural.
11 32240796 | 964655686 – Informações: nucleoferron@
BADERNA – URL de imagens
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