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Palhaço e orquestra apresentam música erudita a crianças com humor

por RODRIGO ALVES em16 NOVEMBRO 2016

Elenco do espetáculo conta com 18 músicos e um ator - por Rodrigo Alves
Elenco do espetáculo conta com 18 músicos e um ator – por Rodrigo Alves

Curiosas, as crianças chegam ao Teatro Municipal Erotídes de Campos, no Engenho Central, para acompanhar o primeiro concerto de suas vidas. A Orquestra Sinfônica de Piracicaba (OSP) está no palco, até que o espalhafatoso Zé da Batata quebra a rotina do espetáculo. Este é o projeto ABC do Dó Ré Mi, concebido para aproximar a música erudita no público entre 5 e 10 anos. As últimas apresentações acontecem na sexta-feira, 18, com recursos da Secretaria Municipal de Educação e o apoio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural).

O projeto ABC do Dó Ré Mi teve sua estreia em março e, somado a uma outra iniciativa, o projeto Música nas Escolas, contempla 7.500 alunos. O objetivo é assegurar a formação, difusão e valorização cultural das crianças da rede municipal de ensino. As sessões finais, às 9h e às 10h, têm 750 espectadores das escolas Euclides Buzetto, do bairro Jaraguá; Thales Castanho de Andrade, do Água Branca; Maria B. Pereira Penezzi, do Campestre; Judith Moretti Accorsi, do Parque Piracicaba; e Francisco de Almeida Kronka, do Eldorado.

É a partir da interação entre o ator Romualdo Sarcedo, que há mais de 20 anos trabalha com o teatro infantil, e o violinista Luis Fernando Dutra, intérprete do maestro no espetáculo, que os 18 instrumentistas demonstram a versatilidade da orquestra, seus instrumentos e as famílias das cordas, madeiras, metais e percussão. Na descontraída conversa entre o ator e os instrumentistas, são incluídas ainda explicações sobre o papel de um maestro na orquestra e os gestos usados na regência.

As canções correspondem às expectativas e à faixa etária do público, entre elas os temas do videogame Mario Bros, dos desenhos A Pantera Cor-de-Rosa e Pica Pau, da animação Frozen, além de Cai, Cai, Balão e Marcha Soldado. Os músicos também executam Suíte dos Comediantes, de 1940, do compositor Dmitry Kabalevsky.

A apresentação dura 50 minutos e incorpora instrumentos de brinquedo, quando o Zé da Batata transforma-se em Zé da Batuta e tenta, de todas as formas, assumir a regência da orquestra. “A ideia é passar informação, associada à diversão. Assim, tornamos a música erudita mais acessível”, diz o maestro Jamil Maluf, regente titular e diretor artístico da OSP, responsável pela concepção do projeto, a partir de reuniões com as coordenações de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação. De 1980 a 2013, Maluf desenvolveu ação semelhante no Theatro Municipal de São Paulo.

Segundo a secretária de Educação, Angela Jorge Correa, conceitos relevantes para o aprendizado das crianças são absorvidos de maneira lúdica e teatral, a partir de valores como disciplina e responsabilidade, trabalho em equipe e atribuições individuais. “O ABC do Dó Ré Mi é um guia de instrução musical democrático e divertido, que fala a língua das crianças. Elas aprendem rindo e sem grande esforço. Piracicaba, mais uma vez, se destaca ao trazer um projeto inovador, por meio de uma orquestra estável, como a OSP, que deixa também a sua contribuição para a formação de plateias na cidade”, avalia a secretária.

Desde a estreia, o projeto foi assistido por crianças de pelo menos 40 bairros. A professora Valéria Domingues Loyolla, da Escola Wilson Guidotti, acompanhou os alunos do Jardim Tóquio na apresentação de maio e definiu o sentimento dos pequenos espectadores: “para muitos é a primeira vinda ao teatro, o que, por si só, é um encantamento. Nesse aspecto, elas aprendem a como se comportar numa sala de espetáculos. Para além disso, as crianças têm contato com o novo, no caso a música erudita, notando que esse gênero também faz parte de suas rotinas.”

Ainda em novembro, a Sinfônica faz as últimas sessões do projeto Música nas Escolas, nos dias 23, 24 e 25, nas escolas Joaninha Morganti, na Pauliceia, Tomaz Caetano Rípoli, no Jardim Costa Rica, e Maria de Lourdes Fuzzetti Lorenzi, no Morumbi. São duas apresentações por unidade, em turmas de 35 a 40 estudantes cada, que recebem quartetos de cordas, madeiras e metais, numa dinâmica intimista que inclui perguntas e respostas e apresentação musical.

Em 2016, o Música nas Escolas atinge 21 unidades da rede municipal e perto de 1.500 crianças. “É de pequeno que se formam bons hábitos, como os culturais, e o gosto pela música”, diz Jamil Maluf. “A OSP espera continuar, em 2017, projetos tão bem sucedidos como o Música nas Escolas e o ABC do Dó Ré Mi, que atingiram um expressivo número de alunos da rede municipal de ensino, levando informações sobre a arte da música para essas crianças que, através da diversão, aprenderam”, completa o maestro.

A Sinfônica de Piracicaba também apresenta-se no dia 19, às 16h30 e às 20h30, no Teatro do Engenho, com a participação do pianista Cristian Budu. Sob regência do maestro Jamil Maluf, o programa traz a Série Brasileira para orquestra, de Nepomuceno, e Concerto em lá menor para piano e orquestra, de Grieg.

A distribuição gratuita de ingressos acontece nos dias 16, 17 e 18, das 15h às 18h. A realização é do Ministério da Cultura e da Secretaria Municipal da Ação Cultural, com patrocínio da Caterpillar Brasil e Raízen, via Lei Rouanet, e apoio cultural do Bom Peixe, Jornal de Piracicaba, Revista Arraso, Empem, Rádio Educativa FM, Maison Vivenda Buffet e Cultura Artística.

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